Matéria enviada por Carla Lapa, Deputada Estadual e líder do PSB na Assembléia Legislativa de Pernambuco.

A criança e o adolescente estão sujeitos à exploração do adulto justamente pela fragilidade de que são portadores, pela sua inocência, ingenuidade e inexperiência.

São seres em formação que precisam da proteção integral da família, da sociedade e do Estado. E formalmente é assim, a Constituição Federal assegura essa proteção integral à criança e ao adolescente com absoluta prioridade. Mas, o que vemos, na prática, são crianças exploradas das mais diversas formas e na grande maioria das vezes com a conivência de suas famílias.

O trabalho infantil é uma dessas explorações tão comuns na sociedade em que vivemos. E alguns fatores contribuem para a alimentação desse trabalho, como a concentração de renda, o desemprego, a falta de uma política educacional eficaz, as “brechas” encontradas na nossa legislação e o fator ideológico do trabalho, de que ele enobrece e faz bem à criança.

É fundamental a desmistificação da cultura do trabalho infantil. É fundamental acabar com a falsa idéia de que o trabalho infantil é necessário ao sustento da família; de que a criança quando trabalha fica mais esperta e que quando adulta vencerá profissionalmente; ou ainda de que o trabalho enobrece a criança de forma que é preferível trabalhar do que pedir ou roubar.

A família é que deve sustentar e amparar a criança, e não o contrário. Na falta ou impossibilidade da família, cabe à sociedade e ao Estado. O que não se pode admitir é que o desemprego ou a miséria dos pais leve à exploração ou mendicância dos filhos.

Não passa de engodo a alegativa de que antes trabalhar do que roubar. Pelo contrário, na maioria dos casos, o trabalho infantil leva a criança à delinqüência, quando não, à exploração sexual, às drogas e até a morte.

O Trabalho infantil não é nobre. A educação é que enobrece a criança.

A responsabilidade de proteger as nossas crianças é conjunta. Ela pertence à família, ao Estado e à sociedade. Deixar a responsabilidade apenas para o Estado não é o correto, porque a responsabilidade não é somente do Estado, e não surte efeito, pelo fato das dificuldades financeiras alegadas pelo Estado e algumas vezes comprovadas. Deixar a responsabilidade apenas para a família é ser insensível e irresponsável, porque a proteção à criança é uma questão de interesse social. Cabe, portanto, à sociedade também ser solidária e assumir a responsabilidade.

Por fim, parafraseando o cientista Albert Einstein, “a palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes.”

Confesso a vocês leitores do blog que, as recentes pesquisas sobre a sucessão da PCR impressionam. Não esperava que as pesquisas desse começo de agosto apontassem o candidato João da Costa em primeiro lugar.  A meu ver, eu sempre achei que com os apoios e “padrinhos” políticos, João da Costa era o candidato mais forte na disputa e que ia chegar num segundo turno bem mais forte do que qualquer candidato da oposição.

A minha previsão era de que o candidato do prefeito, ultrapassasse Mendonça Filho em meados de setembro, bem como eu esperava uma evolução nas pesquisas do candidato de Jarbas Vasconcelos, Raul Henry, fato que, pelo menos até agora não aconteceu. Cadoca continua na mesma ainda, sem decolar.

Acho que é muito cedo para fazer qualquer previsão, mas do jeito que vai, a eleição de Recife pode acabar em 5 de outubro, deixando o presidente da República com mais tempo para tratar da sucessão da maior cidade do país, São Paulo!

Com a desistência do candidato a vice e presidente do SAC da chapa do professor Hercílio Carvalho, as eleições para prefeito em Salgueiro esquentam mais ainda.

Não sei quais foram os motivos dessa desistência do candidato trabalhista na chapa do Partido dos Trabalhadores, mas pelo que li, entendo a meu ver que faltou unidade no discurso da campanha que até o presente momento, vinha bonita com a participação de vários jovens, inclusive alguns amigos meus. De fato, é muito bonito quando a juventude está engajada em movimentos políticos.

Estive conversando ontem com um amigo meu e quando eu falei pra ele sobre essa “adversidade” entre os candidatos a prefeito e a vice da chapa referida, ele me respondeu de uma maneira surpreendente, me perguntando se eu conhecia pessoalmente os candidatos para saber disso.

Ora, meu amigo e nobre colega de profissão futuramente, acha que para comentar sobre política, precisa conhecer pessoalmente os candidatos, se fosse assim, a maioria dos blogueiros teriam que buscar outro meio para sobreviverem ou até mesmo descontrairem, como é o meu caso, pois escrevo porque gosto.

Não conheço Barack Obama pessoalmente, mas de vez em quando arrisco em conversar alguma coisa, seja numa mesa de bar ou numa conversa de porta de sala de aula, sobre a política dos Estados Unidos. É evidente que não sou nenhum André Regis, nem tampouco um Thales de Castro, doutores em Ciência Política.

 

Em conformidade com a legislação eleitoral brasileira, os candidatos a cargos eletivos devem declarar os seus bens para que de uma certa maneira o cidadão possa ver o patrimônio do candidato quando antes de vir a ocupar um cargo de mandato eletivo e posteriormente, pode-se ver o quanto tenha sido “rentável” a sua passagem pelo cargo público de mandato eletivo.

A lei protege o patrimônio público, passível de ser lesado. Mas, alguma lei protege a segurança do candidato? Pois bem, o que eu tenho pensado é pelo fato de que diante da declaração dos bens exposta pra qualquer pessoa ver, pode-se considerar um tanto quanto perigosa essa publicidade. A meu ver, o nosso país não dispõe de segurança eficaz para com o cidadão brasileiro. Não quero aqui de maneira alguma que aumente a corrupção do país se a pessoa deixar de expor o seu patrimônio, afinal de contas, quando uma pessoa se candidata a qualquer cargo, seja prefeito, vereador, deputado ou qualquer outro, passa a ser um homem público onde a sua privacidade é reduzida.

Imagine que em uma cidade, as pessoas se espantem com o incomensurável patrimônio declarado de um candidato. Ora, para os que “trabalham na área de sequestro” isso é uma ótima notícia. Então até que ponto a publicidade prevalece sobre a initmidade? Até que ponto o interesse público prevalece sobre o interesse particular?

Palmeiras e Flamengo proporcionaram na noite de ontem (30/07), um jogo muito disputado que terminou com a vitória do Verdão por 1 x 0. Esse jogo marcou o 300ª partida de Luxemburgo no comando do alviverde.

Mais uma vez Valdívia mostrou o que poucos sabem fazer com a bola nos pés e deu um passe de craque para Sandro Silva fazer o único gol da partida, fuzilando o goleiro Bruno do Flamengo.

O lance negativo do jogo foi a “porrada” que Léo Lima deu no jogador do FLamengo quase no fim do jogo, tendo sido expulso logo em seguida.

Com o técnico e o elenco que tem, na minha opinião, o Palmeiras é o maior favorito para a conquista do título do Campeonato Brasileiro desse ano.